Síndrome antifosfolípide: diagnóstico e tratamento

Cerca de 5% dos brasileiros sadios podem apresentar alguma alteração na absorção e na ativação de anticorpos no organismo. Incidência de doenças autoimunes ou distúrbios de coagulação costumam ocasionar dificuldades para que o corpo reconheça e use nutrientes para fortalecer o corpo.

Esse problema, em alguns casos, pode se tornar grave a ponto de se tornar uma síndrome. A síndrome antifosfolípide é a mais comum e a mais grave, acometendo mais da metade do público que já sofre com doenças como lúpus e plaquetopenias, especialmente as mulheres.

O que é uma síndrome antifosfolípide?

Segundo estudos apresentados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, muitos pacientes de lúpus desenvolviam tromboses de forma muito rápida no corpo, especialmente o público feminino. Essa situação ocorria em virtude de irregularidades do sistema imunológico, que atacava células proteicas sadias no sangue e, assim, causava tromboses no sistema sanguíneo.

Foi a partir daí que surgiu a síndrome antifosfolípide, uma vez que a condição destrói fosfolipídeos (aPL) específicos. Glicoproteínas e anticardiolipinas são alguns deles. Este último tem grande relevância em pacientes que apresentam a condição e acabam desenvolvendo embolias pulmonares em excesso.

Como diagnosticar?

Por meio de exames de sangue e de imagem, os médicos detectarão algumas situações que podem indicar a síndrome com mais clareza. Um desses exames é a análise de plaquetas do sangue. Se o paciente apresenta um nível abaixo de 50.000 plaquetas, pode ser um indício do problema.

Outras verificações, como a ocorrência de tromboses em veias dos membros inferiores e nas artérias cerebrais, também apresentam uma forte relação com a síndrome. Como a ocorrência da doença é mais em mulheres, abortos espontâneos rotineiros também se tornam parte do diagnóstico, porque o ataque contra as células proteicas, que deveriam ser absorvidas para fortalecer a placenta da mulher, aumenta em 80% com a incidência da síndrome.

Exames de imagem também são úteis para identificar outras anomalias. Mielopatias e lesões em algumas válvulas cardíacas só são identificadas a partir de exames como ultrassonografias e tomografias.

Como tratar?

Como a síndrome causa tromboses, existem 2 formas de tratá-la. Se o paciente já apresenta a doença em virtude de outra enfermidade autoimune, o ideal é tratar os sintomas dessa enfermidade. Esses conflitos são aliviados com a prática de atividades físicas, dietas mais saudáveis e o não consumo de bebidas alcoólicas e, principalmente, de cigarro.

Mas, se a síndrome antifosfolípide surgir como uma doença isolada, o tratamento será considerado como um transtorno de coagulação. Por isso, anticoagulantes como a varfarina são receitados para não entupir as veias ou influenciar a formação de tromboses no sangue.

O consumo do remédio pode ser para a vida toda, mas outros métodos anticoagulantes poderão ser recomendados. O fundamental é não deixar que o paciente apresente tromboses nas veias venosas ou arteriais, pois trazem um risco em dobro. Grávidas que apresentam a condição devem tomar heparina não fracionada.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em Manaus!

Comentários
Avatar

Posted by Dr. Antonio Luiz Boechat