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Quais são os exames utilizados para identificar tendinite?

Quais são os exames utilizados para identificar tendinite?

Tendinite é o nome que se dá a uma inflamação no tendão. O quadro provoca dores intensas e inchaço, podendo acometer qualquer parte do corpo, embora seja mais comum na região dos joelhos, tornozelos, ombros e punhos. Saiba mais sobre esse problema e quais são os melhores exames para diagnosticá-lo.

Qual a função do tendão?

O tendão é uma estrutura de tecido conjuntivo, cuja principal finalidade é fazer a ligação entre osso e músculo. Por isso, ele é crucial na realização dos movimentos, uma vez que é quem transmite a força de contração para o osso, permitindo que ele se mova. Ele também contribui para o equilíbrio do corpo.

Em praticamente todas as articulações do ser humano, os tendões estão presentes, e é por isso que a tendinite pode se manifestar nas mais diferentes partes do corpo.

Qual é a causa da tendinite?

Na maior parte dos casos, a inflamação no tendão acontece quando esse é sobrecarregado, por trauma ou eventualmente uma doença reumatica. Ressalte-se que ele não é tão resistente quanto o osso e também não apresenta a mesma elasticidade do músculo. Por isso, toda vez que se exerce um impacto muito alto sobre uma articulação, há grandes chances de que o tendão seja a estrutura mais prejudicada.

A inflamação no tendão pode acontecer por falta de alongamento (não só para a prática de atividades físicas, mas até no dia a dia); movimentos repetitivos; erros posturais; excesso de prática de esportes; falta de orientação correta; e até estresse, que deixa os músculos contraídos, podendo afetar essas estruturas.

Exames para diagnóstico

Quando o paciente procura um especialista por estar com dor e/ou inchaço nas articulações ou regioes de tendão, frequentemente só a observação da área afetada  e o relato já podem ser suficientes para que o médico saiba que se trata de um caso de tendinite.

Além disso, os testes físicos realizados no próprio consultório, para avaliar até que ponto o paciente consegue movimentar a articulação e qual a limitação dele, também são essenciais. O médico também pode solicitar um exame de diagnóstico por imagem, que vai confirmar a presença da inflamação e mostrar a gravidade do quadro.

A ultrassonografia é um dos exames mais comuns. No entanto, não é tão detalhada e pode não identificar a inflamação, especialmente se for do tipo mais leve. O ultrassom das articulações não exige nenhum preparo específico.

Já a ressonância magnética mostra todas as estruturas com muito mais precisão, tornando as inflamações do tendão mais evidentes para o médico. Para esse tipo de avaliação, costuma ser solicitado um jejum de pelo menos 4 horas, mas é preciso confirmar no momento do agendamento, visto que, dependendo da parte do corpo, pode ser de mais tempo.

A combinação do relato do paciente, os testes físicos feitos no consultório e o exame de diagnóstico por imagem vão fornecer ao médico informações suficientes para identificar a tendinite e prescrever o melhor tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em Manaus!

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2 direitos que os pacientes de psoríase têm, e você não sabia

2 direitos que os pacientes de psoríase têm, e você não sabia

Doenças crônicas como a psoríase interferem no dia a dia das pessoas que lidam com essa enfermidade. A boa notícia é que os portadores da doença têm direitos especiais garantidos por lei.

O detalhe é que muitos desconhecem a existência desses benefícios e nem fazem ideia do que fazer para ter direito a eles. Para esse problema de saúde, não há benefícios específicos, mas a lei garante que o paciente possa ter acesso gratuito a medicamentos, por exemplo.

Isso significa dizer que, ao conhecer os seus direitos, é possível saber o que fazer para consegui-los e, então, melhorar a sua qualidade de vida (tanto emocional quanto financeira).

A lei que garante esses benefícios é a 8.213/91, chamada de Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social. No artigo 51 deste texto, estão listadas as doenças consideradas graves e que dão direitos a seus portadores. Dentre elas, encontra-se a psoríase.

Conheça agora 2 direitos que os pacientes que sofrem dessa enfermidade têm

1 – Medicamentos gratuitos

Quem tem essa doença crônica pode buscar os medicamentos para controle dos sintomas nas farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS). O direito é garantido por lei, já que se trata de uma enfermidade que exige o uso contínuo de remédios.

São 8 o total de medicamentos disponibilizados pelo SUS:

  • pomada de ácido salicílico,
  • pomada de alcatrão mineral,
  • clobetasol,
  • solução para cabelos clobetasol,
  • creme dexametasona,
  • calcipotriol,
  • de acitretina (10 mg e 25 mg),
  • comprimidos e ampolas de metotrexato (2,5 g ou 50 mg/2 ml),
  • cápsulas de ciclosporina (10 mg, 25 mg, 50 mg, 100 mg).

Para retirar esses remédios gratuitamente no SUS, o paciente deve receber o diagnóstico da doença e a receita com os medicamentos para o controle dos sintomas. Se esses estiverem dentre os descritos acima, basta, então, comparecer à farmácia do SUS com uma cópia do cartão nacional de saúde, do RG e do comprovante de residência. É preciso levar também o original do RG, o laudo de solicitação de medicamentos preenchido pelo médico e o Termo de Esclarecimento e Responsabilidade devidamente assinado.

2 – Licença médica e auxílio-doença

Portadores dessa enfermidade têm direito à licença médica e ao afastamento do trabalho sempre que o médico achar necessário. Se o afastamento for de até 14 dias, o empregador deve continuar pagando o salário ao funcionário. Este deve apresentar o atestado médico e o laudo da doença.

Se o afastamento for por mais de 14 dias, a partir do 15° dia, os valores de salário passam a ser pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, é preciso passar por perícia para receber o benefício.

Para agendar a perícia, basta comparecer ao INSS levando a carteira de trabalho, documentos pessoais e laudos médicos que atestem a doença e a necessidade de afastamento do trabalho.

Como você pode ver, pacientes de psoríase têm direitos garantidos por lei e devem ir atrás deles. Com esses benefícios, é possível ter mais estabilidade financeira e mesmo emocional, já que até o atendimento psicológico gratuito é garantido por lei.

Além disso, doenças inflamatorias cronicas permitem desconto de impostos na compra de carros e isenção de IPVA.

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Radiografia: como funciona e quais doenças reumáticas podem identificar

Radiografia: como funciona e quais doenças reumáticas podem identificar

A radiografia começou a ser utilizada na área médica no ano de 1895, logo que Wilhelm Conrad Roentgen descobriu o raio-x. Com uma ampola a vácuo, Roentgen acabou observando que havia raios capazes de atravessar vidros e papel, mas que não eram emitidos pela luz. E, ao radiografar a mão de sua esposa, identificou que esses raios também atravessavam o corpo humano.

Embora houvesse risco de o raio x ser taxado como bruxaria, a descoberta de Wilhelm Conrad Roentgen foi bem aceita pela comunidade científica e posta logo em prática para identificar problemas de saúde, especialmente nos ossos do corpo. O princípio básico da invenção permanece o mesmo que hoje é capaz de identificar inúmeras doenças, inclusive as reumáticas.

Como funciona a radiologia?

Uma descoberta ao acaso acabou se tornando uma das maiores revoluções da medicina. A radiografia é uma espécie de fotografia que revela o interior do corpo, ela chegou até a ser usada para fins artísticos, sem que se soubesse do risco da radiação.

A primeira produção de radiação electromagnética com ondas que correspondem ao que se conhece hoje como raio x aconteceu em 8 de novembro de 1895, dia registrado como a data oficial da radiação ionizada.

Para entender a descoberta, Roentgen colocou a mão da esposa num chassi com um filme fotográfico. Em seguida, incidiu uma radiação por 15 minutos, vinda de um tubo, para, depois, revelar o filme e confirmar a imagem dos ossos sobressaltados, enquanto o restante da região aparece menos realçada.

Quanto mais densa a área que recebe as radiações eletromagnéticas, mais atenuada é a imagem. Dessa forma, as partes moles ficam mais opacas nas imagens, as quais podem destacar os ossos, que são as partes mais duras do corpo.

Chamado de raio-x, rapidamente encantou os médicos e logo foi adotado como método de tratamento que possibilitava uma avaliação sobre o interior dos pacientes. Logo ganhou projeção mundial na pesquisa diagnóstica humana.

Apesar de não haver consenso histórico sobre as iniciativas científicas da radiologia no Brasil, o país é considerado em vanguarda, por ser um dos primeiros a importarem a técnica e a buscarem o desenvolvimento dela. Logo a tecnologia foi disseminada, e não só médicos das grandes cidades, mas também do interior, começaram a adquirir o equipamento e a se especializar na técnica.

Como apresenta imagem unidimensional, esse exame possui limitações numa análise mais detalhada sobre o diagnóstico da doença. Mas foi através do princípio dessa técnica que surgiram outras mais modernas e com imagens com até 4 dimensões.

A radiografia e o reumatismo

Esse exame pode identificar cada detalhe dos ossos do corpo, inclusive as fraturas e fissuras que possam existir, assim como anomalias ocasionadas por doenças e até tumores. O raio x pode indicar a idade do paciente a partir da análise do tamanho e da estrutura do osso avaliado.

Algumas doenças podem ser diagnosticadas com qualidade a partir da radiografia, como é o caso da osteoporose. Embora hoje existam outros exames mais precisos sobre o avanço dessa doença, com o raio x, o médico pode constatar perdas ósseas pela identificação das partes mais opacas. O recurso também é utilizado antes do procedimento cirúrgico para identificar onde devem ser feitos os implantes.

No caso de doenças reumatoides, o resultado do raio-x pode demonstrar formação do “bico de papagaio”, erosões presentes na gota. São as erosões também o ponto de identificação da artrite reumatoide, que pode estar em mãos e pés ou na região de queixa de dor pelo paciente.

Mesmo com a possibilidade de uso dos mais modernos tipos de equipamentos, o médico não dispensa a radiografia, especialmente para reumatismos. O resultado apresenta uma síntese do caso. As doenças reumáticas não são exclusivas de pessoas idosas e podem surgir em qualquer idade, sendo indispensável a realização desse exame quando há prescrição médica.

As inflamações crônicas ou agudas causadas pelo reumatismo podem afastar o paciente temporariamente das funções profissionais e pessoais. Podem se tornar incapacitante e prejudicar bastante a qualidade de vida da pessoa.

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Síndrome antifosfolípide: diagnóstico e tratamento

Síndrome antifosfolípide: diagnóstico e tratamento

Cerca de 5% dos brasileiros sadios podem apresentar alguma alteração na absorção e na ativação de anticorpos no organismo. Incidência de doenças autoimunes ou distúrbios de coagulação costumam ocasionar dificuldades para que o corpo reconheça e use nutrientes para fortalecer o corpo.

Esse problema, em alguns casos, pode se tornar grave a ponto de se tornar uma síndrome. A síndrome antifosfolípide é a mais comum e a mais grave, acometendo mais da metade do público que já sofre com doenças como lúpus e plaquetopenias, especialmente as mulheres.

O que é uma síndrome antifosfolípide?

Segundo estudos apresentados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, muitos pacientes de lúpus desenvolviam tromboses de forma muito rápida no corpo, especialmente o público feminino. Essa situação ocorria em virtude de irregularidades do sistema imunológico, que atacava células proteicas sadias no sangue e, assim, causava tromboses no sistema sanguíneo.

Foi a partir daí que surgiu a síndrome antifosfolípide, uma vez que a condição destrói fosfolipídeos (aPL) específicos. Glicoproteínas e anticardiolipinas são alguns deles. Este último tem grande relevância em pacientes que apresentam a condição e acabam desenvolvendo embolias pulmonares em excesso.

Como diagnosticar?

Por meio de exames de sangue e de imagem, os médicos detectarão algumas situações que podem indicar a síndrome com mais clareza. Um desses exames é a análise de plaquetas do sangue. Se o paciente apresenta um nível abaixo de 50.000 plaquetas, pode ser um indício do problema.

Outras verificações, como a ocorrência de tromboses em veias dos membros inferiores e nas artérias cerebrais, também apresentam uma forte relação com a síndrome. Como a ocorrência da doença é mais em mulheres, abortos espontâneos rotineiros também se tornam parte do diagnóstico, porque o ataque contra as células proteicas, que deveriam ser absorvidas para fortalecer a placenta da mulher, aumenta em 80% com a incidência da síndrome.

Exames de imagem também são úteis para identificar outras anomalias. Mielopatias e lesões em algumas válvulas cardíacas só são identificadas a partir de exames como ultrassonografias e tomografias.

Como tratar?

Como a síndrome causa tromboses, existem 2 formas de tratá-la. Se o paciente já apresenta a doença em virtude de outra enfermidade autoimune, o ideal é tratar os sintomas dessa enfermidade. Esses conflitos são aliviados com a prática de atividades físicas, dietas mais saudáveis e o não consumo de bebidas alcoólicas e, principalmente, de cigarro.

Mas, se a síndrome antifosfolípide surgir como uma doença isolada, o tratamento será considerado como um transtorno de coagulação. Por isso, anticoagulantes como a varfarina são receitados para não entupir as veias ou influenciar a formação de tromboses no sangue.

O consumo do remédio pode ser para a vida toda, mas outros métodos anticoagulantes poderão ser recomendados. O fundamental é não deixar que o paciente apresente tromboses nas veias venosas ou arteriais, pois trazem um risco em dobro. Grávidas que apresentam a condição devem tomar heparina não fracionada.

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Gota: diagnóstico e tratamento

Gota: diagnóstico e tratamento

O excesso de ácido úrico no sangue pode causar um tipo de artrite secundária denominada gota. A enfermidade, que ja foi chamada conhecida também como a Doença dos Reis, atinge cerca de 20% da população. Os homens são mais propensos a desenvolver a gota. Entre as mulheres, a doença é rara mas pode surgir após a menopausa.

Há dois tipos de gota: aguda e crônica. Na forma aguda, a gota afeta em geral uma articulação (mas nem sempre) e surge de forma súbita com forma de crises. A gota crônica tende a afetar uma ou várias articulações e tem uma evolução mais prolongada. Nos dois casos, a enfermidade causa dor e um grande incomodo ao paciente.

O ácido úrico é um resíduo da quebra de moléculas de DNA. Uma parte dessa substância fica no sangue e o excesso é excretado pelos rins. Quando a produção de ácido úrico é elevada e o sistema renal não consegue eliminar o excedente de forma eficaz, a substância é acumulada no organismo.

Todo esse processo leva à formação de urato de sódio e cristais de ácido úrico, que se acumulam em várias partes do corpo, principalmente nas articulações. Os pontos mais afetados são os dedos dos pés, tornozelo, calcanhar e joelhos. Um sinal bem típico da gota é a inflamação da articulação do dedão do pé – uma forma de artrite chamada podagra.

Fatores de risco da doença

• Historia Familiar;

• Hipertensão arterial;

• Diabetes;

• Colesterol alto;

• Acúmulo de gordura corporal;

• Arteriosclerose;

• Excesso de bebidas alcoólicas;

• Medicamentos diuréticos.

Sintomas da gota

A dor e inflamação articular são  os principais sintomas da gota. Pode durar 24 horas, na fase crítica. Algumas vezes há melhora nos dias seguintes, mas pode persistir por um longo período. As articulações inflamadas e doloridas tendem ficar inchadas e avermelhadas. Após o primeiro episódio de gota aguda, os sintomas desaparecem em mais da metade dos pacientes.

A gota crônica, quando não tratada adequadamente, pode levar a destruição de componentes das articulações com as cartilagens. Essa é uma das razões pelas quais a dor e a inflamação articular podem persistir de forma mais frequente na gota crônica.

Diagnóstico e tratamento da gota

Para diagnosticar a gota, o médico solicita os exames de sangue e urina, que mostram a taxa de ácido úrico. Entretanto, o melhor exame para diagnostico a gota é a pesquisa dos cristais de ácido úrico no liquido sinovial (articular) retirando-se uma amostra por punção articular. O liquido então é analisado através de microscopia. A radiografia das articulações afetadas complementa o diagnóstico.

Uma vez instalada, a gota não tem cura. O tratamento medicamentoso tem dois objetivos: 1) abolir a inflamação na gota aguda ou crônica, prevenindo o dano as articulações; 2) previnir as crises de gota. Para isso, é importante reduzir a concentração de ácido úrico no sangue.  O ácido úrico pode acumular-se na debaixo da pele, próximos a tendões e ligamentos na forma de tofos. A redução dos níveis sanguíneos de ácido úrico é a maneira mais eficiente de evitar a formação dos tofos.

Para quem já tem gota, é essencial mudar alguns hábitos alimentares. A dieta isenta de bebida alcoólica e baixo consumo de carne vermelha, miúdos de boi e porco e frutos do mar são algumas recomendações para evitar as crises.

Vale lembrar que a alimentação saudável e as atividades físicas são fundamentais para a saúde como um todo: previnem doenças e fortalecem a musculatura e as estruturas do esqueleto. Faça os exames de rotina anualmente e mude o estilo de vida para viver com saúde, sem dores e as inflamações causadas pela gota e outras doenças que atingem os ossos, articulações, tendões e bursas.

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Como se proteger de doenças autoimunes?

Como se proteger de doenças autoimunes?

Doenças autoimunes são enfermidades que ocorrem quando o sistema imunológico do indivíduo começa a atacar e até a destruir os tecidos saudáveis do proprio corpo. Os órgãos podem ser afetados simultaneamente ou em sequência, como também de modo isolado. Da mesma forma, os indícios da autoimunidade costumam variar bastante, o que dificulta o diagnóstico. A seguir, explicarei como se proteger dessas disfunções.

Alguns exemplos de doenças autoimunes

Até então, foram identificados mais de 100 tipos distintos de doenças autoimunes. Entre as suas manifestações mais conhecidas, é possível citar:

  • Lúpus
  • Artrite reumatoide juvenil e artrite reumatoide
  • Diabetes melito tipo 1
  •  Síndrome de Guillain-Barré
  • Esclerose múltipla (origem autoimune ainda debatida)
  • Hepatite autoimune
  • Doença celíaca
  • Doença de Addison
  • Doença de Crohn
  • Tireoidite de Hashimoto.

Vale ressaltar que essa lista é apenas parcial e, sendo assim, não abrange todas as patologias autoimunes.

Recomendações para se prevenir desse tipo de enfermidade

Ainda que não haja uma resposta exata sobre os mecanismos que levam à disfunção das defesas do organismo, existem certas medidas que ajudam a proteger contra essas doenças. Essas ações são válidas especialmente para quem tem histórico de condições autoimunes na família. Alguns dos cuidados recomendados são:

  • Evitar exposição a raios UV: tanto pela luz solar quanto pelas lâmpadas fluorescentes, a maioria das pessoas está submetida à radiação solar todos os dias. Essa exposição aos raios ultravioleta pode agravar quadros de lúpus eritematoso sistêmico e síndrome de Sjögren (chamada também de síndrome sicca); Além disso, os raios-UV ainda predispões ao câncer de pele e catarata dos olhos.
  • Manter um peso adequado: a obesidade e sobrepeso levam a disfunções inflamatórias.
  • Reduzir o sal na dieta: segundo pesquisas, a ativação de linfócitos T auxiliares passa por desregulação na presença de sal, cloreto de sódio ou sal de cozinha.
  • Parar de fumar: o tabagismo está relacionado a uma série de distúrbios, entre os quais a artrite reumatoide é uma das mais severas. Além de incrementar a chance de desenvolver artrite reumatoide, os fumantes não respondem tão bem ao tratamento;
  • Repor os níveis de vitamina D: garantir que o índice de vitamina D do organismo esteja aceitável auxilia o sistema imunológico equilibrado.
  • Pratica regular de exercícios: exercícios regulares, sobretudo com condicionamento aeróbico, tem importante ação na regulação do sistema imune.
  • Dieta mediterranea: está demonstrado que uma dieta rica em frutas e vegetais frescos, azeites, peixes, castanhas e nozes, além de vinho tinto moderadamente, tem efeito protetor contra doenças autoimunes.

Sobretudo se você tem historia familiar de doenças autoimunes, sugerimos que implemente as mudanças acima no seu cotidiano. É importante ressaltar que não há cura para as doenças autoimunes, e por isso o objetivo é controlar os sintomas. Hoje os tratamentos disponíveis são muito eficientes para controle destas doenças. O tratamento deve ser acompanhado por uma equipe de profissionais de diversas áreas, conforme a necessidade do paciente;

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Infiltração intra-articular: conheça o tratamento

Infiltração intra-articular: conheça o tratamento

Dentro do segmento da reumatologia, a infiltração intra-articular corresponde a um tratamento  bastante eficiente para reduzir inflamação articular ou tendões e bursas. Esse método, utilizado desde meados do século passado, consiste em intervenções em que são injetados medicamentos aptos para tratar inflamações, que reduzem e até eliminam a sensação de desconforto. O principio médico deste tratamento consiste em aplicar todo o medicamento no local da inflamação, por exemplo as articulações.

Os medicamentos, nesse caso, são injetados no espaço intra-articular, mas quando há tendinites, tenossinovites ou bursites são também aplicados próximos aos tendões e bursas. As infiltrações também podem ser aplicadas em pessoas idosas para as quais o uso de anti-inflamatorios está associado a muitos efeitos colaterais.

Os medicamentos utilizados

Os corticosteroides são as substâncias mais usadas desde que esse tipo de intervenção . Os cortiscosteroides são medicamentos que contam com uma elevada capacidade anti-inflamatória. Entre os corticoides utilizados para aplicação intra-articular está a triancinolona. Os corticosteroides de depósito também são muito utilizados principalmente para aplicação próximas a tendões e bursas.

Tais substâncias agem na articulação ou local inflamado provocando a redução da concentração de células inflamatórias da membrana sinovial atingida e de seus produtos que resultam em lesão.

Vale lembrar que o líquido sinovial está presente no organismo humano e tem como objetivo atuar como um lubrificante das articulações, possibilitando dessa maneira o movimento indolor das mesmas. Assim, uma outra modalidade de infiltração intra-articular muito utilizada é a viscossuplentação. Através desta técnica especial de infiltração é feita a reposição de ácido hialurônico – um componente do liquido sinovial – promovendo o controle da dor na osteoartrite de joelhos e quadril.

Como é efetuada a infiltração intra-articular?

Em muitos casos a infiltração nas articulações pode ser feita às cegas, ou seja, o procedimento não necessita do uso de aparelhos capazes de guiar o médico para encontrar o espaço intra-articular. Além disso, a maioria das articulações pode ser submetida a esse tipo de tratamento. Porém é válido salientar que artrites crônicas em articulações como o quadril e o ombro, por exemplo, devem ser abordadas de preferência com a ajuda de aparelhos de imagem.

De uma maneira geral, o procedimento de uma infiltração dura no máximo de um a dois minutos.

Os aparelhos que geralmente ajudam o reumatologista a efetuar as infiltrações de caráter mais profundo são a radioscopia e a ultrassonografia. Tais métodos permitem atingir as articulações inflamadas de difícil acesso, propiciando a melhora da inflamação local. Graças a isso, é possível prevenir ou reduzir o dano articular. Em muitos casos é possível dispensar a intervenção cirúrgica.

É o reumatologista é o especialista que possui conhecimento técnico e teórico para aplicar esse tipo de tratamento. Sendo assim, ele é o mais adequado para sanar qualquer dúvida que os pacientes possam apresentar.

Portanto, para sanar dores nas articulações como joelhos, ombros, tornozelo, entre outras, a infiltração intra-articular uma alternativa válida é procurar um reumatologista.

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A importância do exercício físico no tratamento da fibromialgia

A importância do exercício físico no tratamento da fibromialgia

Todos sabem a importância dos exercícios físicos para a saúde, como também quais são os malefícios de uma vida sedentária. Mas, em alguns casos específicos, a prática de atividade física vai além de uma mera recomendação, chegando a ser o próprio tratamento. É o caso das pessoas que sofrem de fibromialgia. A fibromialgia é  uma síndrome crônica e dolorosa que não é inflamatória, mas que se caracteriza por uma constante dor músculoesquelética, envolvendo os músculos, os tendões e os ligamentos. Logo, todo o corpo apresenta pontos de dor.

De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor – Fibromialgia (SBED), esta é uma doença que está relacionada a sintomas como fadiga, diversos distúrbios de sono, dores (não só pelo corpo, mas dor de cabeça), além de ansiedade e depressão. Os especialistas afirmam que a causa é um descontrole na maneira do cérebro interpretar os sinais da dor.

Tratamento da fibromialgia

Para tratar a doença, o ideal é unir tanto medicamentos com outros cuidados, para evitar a incapacidade física que o mal provoca. Por isso, além de remédios para a dor, é indicado que a pessoa tome medidas para reduzir o estresse e ter um sono reparador. Assim, medidas para uma vida saudável devem ser associadas ao tratamento, como fisioterapia,  massagens e exercícios regulares.

A disfunção não tem uma cura definitiva. Por isso, o exercício físico ajuda a combater a doença na medida em que contribui para o relaxamento do corpo, o que ameniza não só os sintomas (dor, melhora do sono e fadiga), como também resulta no retorno da qualidade de vida.

As mulheres a partir dos 30 anos são mais propensas à terem a síndrome. Os sintomas, além das dores, resultam em alterações de humor. O exercício ajudará nisso também. Alongamento, relaxamento, adoção de postura correta, condicionamento físico passam a ser cuidados vitais para quem passa por esse problema.

Como iniciar exercícios ?

O ideal é que a pessoa vá aumentando a intensidade de forma progressiva, envolvendo esforço e equilíbrio, sempre atentando para a capacidade cardiovascular particular do paciente. Recomenda-se que os exercícios sejam realizados preferencialmente pela manhã. Aos poucos os grupos musculares vão sentindo o alongamento e relaxando. Assim, o paciente sentirá alívio e bem-estar.

Os especialistas alertam que os resultados podem não ser imediatos, dependem de cada caso e de cada pessoa. O ideal é começar o quanto antes for possível. É possível praticar diferentes modalidades.

A caminhada e o pilates estão entre os exercícios mais indicados, por trabalhar com resistência e alongamentos. A prática regular promove o equilíbrio, a coordenação, além de trabalhar a saúde cardiovascular, o peso e os músculos, que atuam diretamente nos sintomas. Como resultado, o paciente perceberá que as dores diminuirão. A Yoga também produz resultados excelentes reduzindo a ansiedade e promovendo o condicionamento fisico. Uma nova técnica de liberação miofascial chamada Rolfing também se mostrou muito útil em estudos clínico.

Também é possível realizar atividades na água, como natação ou hidroginástica. Nesses casos, o melhor é procurar piscinas aquecidas para melhor relaxamento dos músculos, já que a água fria promoveria mais contrações na musculatura e dor. É importante realizar sempre o aquecimento antes de começar a se exercitar.

Por todos esses fatores, a recomendação não poderia ser mais clara: coloque já um programa de exercícios em sua rotina. Essas ações vão resultar em melhora significativa da sua saúde em geral. Se você é portador da fibromialgia procure um médico especialista e comece a se exercitar.

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A acupuntura como tratamento para dor crônica no joelho

A acupuntura como tratamento para dor crônica no joelho

A acupuntura tem se tornado uma ação muito visada pela classe médica para tratar vários tipos de problemas de saúde. É uma técnica eficaz quanto a ação de medicamentos e outras substâncias e além de suavizar os problemas, ela proporciona uma sensação de bem-estar. Também é capaz de estimular os órgãos, músculos e outras partes do corpo a terem mais resistência e vigor.

A acupuntura tem sido usada para tratamento das dores crônicas nos joelhos. A Universidade de York, no Canadá, divulgou uma estimativa, de que 9.700 pessoas por ano tendem a desenvolver dores crônicas nos joelhos. O uso da terapia das agulhas para amenizar esse quadro é uma ótima alternativa para que essas pessoas tenham uma melhor qualidade de vida.

O uso da acupuntura

O principal enfoque da técnica é oferecer maior bem-estar e equilíbrio no funcionamento do corpo.Na visão da Medicina Chinesa, essa região é  afetada com a falta de energia (Qi dos Rins) para locomover os tendões, nervos, músculos e ossos da articulação. Por ser uma articulação, muitas pessoas podem pensar que a acupuntura pode até piorar a situação, mas na verdade, a técnica melhora e garante uma melhor liberação de substâncias prazerosas pelo corpo como a endorfina e a serotonina.

No caso dos joelhos, a ação é bem específica. O procedimento estimula os nervos do joelho e outros tecidos da região a se distenderem e a ficarem menos rígidos, para que a dor e a inflamação sejam aliviados. Como os joelhos podem ficar inflamados com as dores crônicas, a técnica promove uma liberação de substancias que agem como imunomoduladores. Assim, a área que recebe a aplicação é suavizada e desinflama.

Relação do procedimento com o processamento da dor

Quando a técnica é feita atingindo os pontos certos dessas estruturas, a rede neuro-hormonal – neuropeptídeo Y e serotonina, endorfinas e encefalinas, opioides – entende que a dor está sendo tratada e o cérebro processa a sensação de conforto e alívio ao corpo. Os sinais elétricos e químicos gerados pelo sistema nervoso promovem o controle da dor e inflamação.

Cuidados importantes

Embora seja uma ação bastante benéfica, é importante destacar que a acupuntura não tem a missão de suprimir completamente  as dores crônicas dos joelhos. Ela alivia na maior parte dos casos, muitas vezes a dor pode desaparecer completamente, mas quando já há lesão estrutural do joelho estabelecida como lesões  de meniscos ou cartilagens há a possibilidade das dores retornarem.

No entanto, a técnica pode aumentar significativamente a  qualidade de vida do indivíduo e assim, ele terá conforto.

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Lúpus: 4 perguntas e respostas sobre a doença

Lúpus: 4 perguntas e respostas sobre a doença

As doenças autoimunes são aquelas que o próprio sistema imunológico ataca os sistemas e órgãos do corpo. O lúpus é uma doença autoimune. Dito de uma maneira simples, trata-se de uma doença que pode atacar qualquer parte do corpo, incluindo órgãos, articulações e a pele. Assim, os pacientes podem ser afetados de maneira diferente e muitas vezes de forma imprevisível, gerando muitas dúvidas sobre sintomas e tratamento.

Na sequência, para que você tenha maiores informações sobre o lúpus, você saberá as respostas para as perguntas mais frequentes sobre a doença.

O lúpus é uma doença que afeta somente pessoas do gênero feminino?

Não, essa não é uma verdade. Apesar de a doença ter maior predominância sobre o gênero feminino, os homens também estão passíveis de serem afetados pela doença. Estima-se que a cada 9 mulheres um homem é afetado pela doença. Não há uma resposta definitiva que explica essa maior prevalência do lúpus sobre o sexo feminino. Especialistas suspeitam que a principal razão se encontre nos genes e nos hormônios presentes no corpo feminino. Fatores como sobrepeso e tabagismo também são influentes para a ocorrência da doença.

Uma pessoa com lúpus tem sua expectativa de vida reduzida?

Não necessariamente. O lúpus pode trazer complicações ao corpo e fragilizá-lo. Assim, o paciente fica vulnerável a outras doenças, o que pode levar a óbito ou não. Seguindo o tratamento à risca, de 80% a 90% das pessoas que possuem a doença a expectativa de vida mantem-se normal. A tendência é que essa taxa aumente ainda mais nas próximas décadas com as normas formas de terapêutica.

Qual a taxa de prevalência do lúpus na população como um todo?

Não se sabe ao certo a taxa de prevalência no Brasil, pois não há estudos epidemiológicos que indiquem as taxas. No entanto, em diversos países do mundo, a taxa pode variar em 1 a cada 2 mil pessoas ou 1 a cada 10 mil pessoas. Especialistas acreditam que essas sejam as mesmas taxas no Brasil.

Quais são seus principais sintomas do l?

Como já dito, a manifestação da doença varia muito de pessoa para pessoa. Mas de maneira geral, podemos dizer que os principais sintomas incluem fadiga, febre dor muscular e perda de peso. Dores no peito causadas pelo inchaço das membranas do coração e dos pulmões são comuns, dores nas articulações, manchas vermelhas pela pele após exposição ao sol, dificuldade para urinar devido à inflamação nos rins e problemas neurológicos como as convulsões.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como reumatologista em Manaus.

Posted by Dr. Antonio Luiz Boechat in Todos, 4 comments